Resumo semanal
Para essa semana teremos:
🗳 Reino Unido e maior rigidez para os estudos;
📔 Estudar fora pode ser acessível sim;
🎓 As principais bolsas da semana;
💡 Câmbio e como levá-lo em conta na hora de se planejar;
💭 Nota do editor;.
Upcoming events
O Reino Unido aperta as rédeas…
Por mais que ultimamente o foco esteja nos EUA, o Reino Unido vem desde janeiro com uma nova política para aceitar estudantes estrangeiros nas suas universidades. Essas mudanças não podem passar despercebidas por você que considera explorar oportunidades lá.

A primeira alteração está no idioma: O nível mínimo exigido para diversas categorias de visto passou de ser B1 para B2, o que equivale ao A level no sistema britânico. Para quem estava considerando e se preparando de acordo com as regras antigas isso talvez surja como um choque. Porém essa não foi a única mudança, o tempo de permanência pós formatura para os graduandos sem doutorado foi alterado também, passando dos antigos 24 meses para 18 apenas. Esse movimento vem caracterizado de um novo tom que o Reino Unido vem tomando contra imigração em massa, uma terceira, e ainda maior mudança surge também, o governo introduziu novas exigências de visto para países específicos e ampliou os critérios de recusa automática de entrada, porém, você estudante brasileiro não precisa se preocupar com isso, visto que o Brasil ficou de fora dessa lista.
Ainda sim, a mensagem foi dada, os estudantes que querem estudar no país terão que se programar com mais antecedência.
Custos
Quanto custa, de verdade, estudar fora?

De acordo com a crença popular, a mensalidade das universidades é a parte mais assustadora de estudar fora. Quando na verdade ela é só uma parte do panorama todo.
A primeira e mais espantosa informação é: um ano em Harvard custa o mesmo que 25 anos na ETH Zurich, na Suíça. Um ano na London School of Economics equivale a um curso completo de graduação de três anos na Holanda, Bélgica, Espanha, Itália, França e Suíça, somados. A discrepância é enorme.
Outra informação que é útil de se saber é que as universidades americanas mais caras, são também as mais generosas com financial aid. As 20 melhores praticam need-blind admissions para estudantes internacionais, o que significa que sua situação financeira não afeta a decisão de admissão. Nesse caso, uma universidade americana de primeira linha, pode ser mais em conta que uma européia pública que não fornece bolsa.
Falando nelas… As universidades públicas européias são uma excelente alternativa também. Na Alemanha, universidades públicas são totalmente gratuitas, com custo de vida médio de €1.000 por mês. Na França, as mensalidades ficam entre €170 e €800 por ano, com custo de vida em torno de €1.100 mensais. Na Polônia, o custo de vida gira em torno de €800 por mês. Preços que, mesmo não sendo baratos, são mais acessíveis, especialmente com as oportunidades de trabalho que se tornam cada vez mais frequentes no mercado europeu, que possui uma lacuna de profissionais jovens.
Em resumo, existem vantagens e desvantagens para ambos os lados, porém, com o preparo necessário e o currículo certo, o estudo fora não precisa ser um objetivo inalcançável.
Oportunidades
Veja as principais bolsas disponíveis para estudantes internacionais:
Santander + Universidad de Salamanca ~ Espanha: Bolsa integral de três semanas de espanhol na histórica Universidade de Salamanca, com passagem, hospedagem e alimentação inclusos. (Não exige conhecimento prévio de espanhol.)
Prazo: Inscrições até 12 de abril.
UCL – University College London ~ Reino Unido: 33 bolsas integrais de graduação e 88 bolsas parciais de mestrado (£15.000 cada).
Prazo: Inscrições de graduação até 27 de abril, mestrado até 7 de maio.
HADDAD Fellowships – Trinity College Dublin ~ Irlanda: Bolsa integral de até €35 mil para brasileiros em humanidades, teatro, tradução e história. (Cobre anuidade, passagem, acomodação e despesas de vida.)
Prazo: Inscrições até 30 de abril.
Santander + Universidad de La Rioja ~ Espanha: 6 bolsas para brasileiros com curso de espanhol de três meses em Logroño, incluindo alojamento, alimentação e €800 de auxílio;
Prazo: Inscrições até 23 de março
Governo da Irlanda ~ Irlanda: Bolsas de Graduação e Pós-graduação ;
Prazo: Inscrições até 27 de março.

Get involved
O câmbio é inimigo ou aliado?
Muitos quando observam os preços de se estudar fora, e veem cifras na casa dos 80 mil dólares pensam, isso não é pra mim, e desistem logo de tentar algo. Porém, essa conta não leva em conta N fatores que podem tornar essa angústia, um alívio.
Três pontos que mudam esse cálculo: primeiro, o financial aid americano é calculado em dólar e pode cobrir 80% ou mais do custo total, tornando o valor líquido muito menor do que o de tabela. Segundo, na Europa, países como Alemanha e França têm mensalidades próximas de zero, sendo que o custo real é o custo de vida, moradia, alimentação; que em cidades menores fica em torno de €700 a €900 por mês, valor comparável ao de qualquer capital brasileira. O terceiro, e mais importante: estudantes internacionais podem trabalhar legalmente em vários países europeus, na Alemanha por exemplo, até 120 dias completos por ano, com salário-hora de €13,90, o que permite cobrir boa parte dos custos de vida que o estudante pode ter.
Ou seja, na hora de se planejar os estudos, não desista apenas porque o valor parece alto demais ou porque você acha que não daria para conseguir uma bolsa. Faça os cálculos com calma, e realmente estude as diversas oportunidades de auxílio que os países e faculdades te oferecem. Mas quem pode auxiliar ainda mais nisso, é o Desbrava, então não deixe de acompanhar nossos conteúdos e lançamentos que vão cada vez mais te guiar nesse processo.
Foi isso que desbravamos essa semana!
O Desbrava nasceu de uma ideia muito simples: informação muda trajetórias. Muitas vezes, oportunidades acadêmicas, culturais e internacionais existem, mas não chegam até quem mais poderia se beneficiar delas.
Essa newsletter foi criada justamente para diminuir essa distância. Aqui você vai encontrar bolsas de estudo, programas, recursos acadêmicos, leituras e ideias que podem abrir novos caminhos. A proposta é simples: reunir informações úteis, explicar oportunidades de forma acessível e ajudar mais estudantes a imaginarem futuros maiores.
Se você está aqui, já faz parte dessa comunidade que acredita que conhecimento deve circular e que oportunidades não deveriam depender apenas de onde alguém nasceu ou de quem conhece.
Obrigada por ler, compartilhar e desbravar caminhos com a gente.
Até a proxima edição,
— Equipe Desbrava.
O sucesso não é garantido, mas a perseverança e a determinação certamente aumentam suas chances de alcançá-lo.
